Beliscões e Puxões de Cabelo! Corregedoria Investiga Denúncias de Maus-Tratos a Crianças por Auxiliar de Desenvolvimento Escolar em Marília

Beliscões e Puxões de Cabelo! Corregedoria Investiga Denúncias de Maus-Tratos a Crianças por Auxiliar de Desenvolvimento Escolar em Marília

A Corregedoria Geral do Município de Marília iniciou um processo administrativo em caráter de urgência para apurar denúncias envolvendo uma auxiliar de desenvolvimento escolar, acusada de agredir crianças em uma Emei Creche da cidade. O nome da acusada e da instituição não foram divulgados na portaria publicada na edição do Diário Oficial do Município nesta sexta-feira, 29 de novembro.

De acordo com o documento em que o Portal Marília Alerta teve acesso, uma funcionária da Emei Creche relatou à direção da escola que a acusada estaria maltratando as crianças, aplicando beliscões e puxões de cabelo. No mesmo dia, outra funcionária confirmou as denúncias, acrescentando que também presenciou a auxiliar bater com o sapato no pé de uma criança que se recusava a calçá-lo. A funcionária mencionou ainda episódios em que a auxiliar teria imitado comportamentos agressivos de crianças, como bater, empurrar ou puxar o cabelo dos colegas, alegando que fazia isso para "ensinar" as crianças.

Uma das funcionárias relatou ainda que, em um momento em que estava fora da escola durante o horário de almoço, ouviu uma criança chorando intensamente e ficou desconfiada. Quando questionada, a acusada admitiu ter beliscado a criança, mas justificou o ato dizendo que havia se assustado ao perceber a aproximação de uma coordenadora da escola. A auxiliar apontou que tais incidentes normalmente ocorriam quando a professora não estava presente, embora tenha sido observada por uma docente puxando o cabelo de uma criança em outro dia.

A coordenadora pedagógica confirmou que foi até a sala do nível 1B após ouvir o choro de uma criança, mas a acusada alegou que a criança havia acordado chorando e que estava tentando fazê-la dormir novamente. Outra professora também confirmou ter presenciado uma situação em que uma criança chorava devido a uma disputa por brinquedo e notou um comportamento suspeito da auxiliar, que fez a criança chorar ainda mais intensamente. A professora se aproximou e, ao questionar a criança, foi informada de que ela havia se machucado na mão, onde encontrou uma pequena marca avermelhada, parecendo uma picada. Quando questionada, a acusada sugeriu que a lesão poderia ser causada por uma picada de inseto.

Os acontecimentos relatados ocorreram no mês passado. A portaria publicada hoje afirma que, considerando que as supostas vítimas são crianças indefesas, incapazes de se defender ou buscar ajuda, foi instaurado o processo administrativo disciplinar em regime de urgência contra a servidora H.A.P.C., auxiliar de desenvolvimento escolar, admitida em 1º de novembro de 2022, que se encontra em estágio probatório. A acusada está sendo investigada por possível infração disciplinar, com garantia do contraditório e ampla defesa.